01 março, 2007

Obras de Bioengenharia de Solos

Parede-Krainer simples
Local: Arroio Guarda-mor / Faxinal do Soturno - RS / Brasil
Data de construção: Fevereiro de 2002
Plano e Execução: Miguel Durlo e Fabrício J. Sutili
Apresentação do problema: Trecho suavemente curvo, com seu raio externo formado por um talude instável. O solo, de origem flúvica, forma um barranco estratificado, mas predominantemente franco arenoso, com 4 metros de altura, em média, estendendo-se por 40 metros ao longo da margem direita do arroio.
Proposta: Construção de uma parede-Krainer simples vegetada com feixes e estacas vivas e plantio de mudas e gramíneas na parte superior do talude.


Aspecto anterior


Aspecto dois anos após
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Parede-Krainer dupla
Local: Rio Soturno / Faxinal do Soturno - RS / Brasil
Data de construção: Setembro de 2005
Plano: Fabrício J. Sutili e Florin Florineth
Execução: Fabrício J. Sutili
Apresentação do problema: Barranco com 2 metros de altura comprometendo o encaixe direito de uma barragem no Rio Soturno.
Proposta: Construção de uma parede-krainer dupla vegetada com feixes vivos.


Construção


Detalhe dos feixes vivos


Após dois meses


Após três meses
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Esteira viva com pedras na linha d'água
Local: Arroio Guarda-mor / Faxinal do Soturno - RS / Brasil
Data de construção: Julho de 2003
Plano e Execução: Werner Altreiter, Kathrin Plunger e Fabrício J. Sutili
Apresentação do problema: Pequeno barranco de 2 m de altura e 20 metros de extensão.
Proposta: Construção de uma esteira-viva com uso de pedras para proteção na linha d’agua.


Construção da esteira viva


Aspecto da brotação dois meses após
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Esteira viva com parede-Krainer dupla na linha d'água
Local: Arroio Vale Vêneto / Vale Vêneto-RS / Brasil
Data de construção: Outubro de 2005
Plano: Florin Florineth e Fabrício J. Sutili
Execução: Fabrício J. Sutili e Rafael Dornelles
Apresentação do problema:
Corrosão formando barrando de 4 metros de altura (24 m de extensão) prejudicando a base de uma ponte a montante, bem como a estrada de acesso ao distrito de Vale Vêneto.
Proposta: Construção de uma esteira viva com a base protegida por uma parede-Krainer dupla vegetada por uma linha de feixes-vivos.

Aspecto anterior

Construção da base (palificada dupla)


Construção da esteira viva

Aspecto depois de 4 meses

Aspecto após um ano
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Trança vivaLocal: Vale Vêneto-RS / Brasil Data de construção: Outubro de 2006 Plano e Execução: Fabrício J. Sutili e Rafael Dornelles
Apresentação do problema: Pequeno arroio com um trecho de 20 metros em corrosão (0,8 a 1,2 m de altura)
Proposta: Construção de uma trança-viva de 50 a 60 cm de altura com respectivo chanframento da parte superior da margem. A jusante construção de uma soleiras como forma de proteção à trança viva.


Aspecto anterior


Construção trança viva


Construção da soleira


Aspecto geral logo após a construção


Aspecto depois de um mês

22 junho, 2006

Arroio Guarda-mor

Resumo – A instabilidade dos taludes e a erosão em um curso de água são, em princípio, resultados de processos fluviais de origem natural. Esses eventos podem resultar em danos econômicos e sociais, que o homem, involuntariamente pode agravar, ou controlar se houver interesse. Como forma de estabilizar declives e controlar processos erosivos, pode-se fazer uso das técnicas de bioengenharia. Estas biotécnicas são conhecidas e utilizadas há décadas na Europa (em países como Alemanha, Suíça e Áustria) e na América do Norte. No Brasil, entretanto, são ainda pouco conhecidas, dada a falta de uma visão sistemática, decorrente de estudos, observações e experimentos, que permitam sua utilização e difusão. Este trabalho revisa os conceitos relacionados ao tema, apresenta informações sobre as características e os processos fluviais particulares de um curso de água tomado como referência – o arroio Guarda-mor –, e experimenta formas de estabilização dos seus taludes, dando especial atenção à performance e às qualidades biotécnicas de algumas espécies vegetais de ocorrência local. Obteve-se sucesso com os dois modelos de intervenção experimentados. Estes puderam ser implementados com materiais vegetais e construtivos locais e a um custo justificável. Entre as quatro espécies estudadas e experimentadas, apenas Calliandra brevipes mostrou-se pouco promissora. Phyllanthus sellowianus, Salix humboldtiana e Sebastiania schottiana revelaram-se capazes de produzir os efeitos esperados para a estabilização de taludes fluviais.
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Fonte: SUTILI, F. J. Manejo biotécnico do Arroio Guarda-mor: princípios, processos e práticas. Dissertação de Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, 2004. 114p.

Arquivo completo disponível em: 

20 junho, 2006

Engenharia Natural - conceitos -

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Técnicas (biotécnicas) em que plantas, ou partes destas, são utilizadas como material vivo de construção. Sozinhas, ou combinadas com materiais inertes, tais plantas devem proporcionar estabilidade às áreas em tratamento.
Hugo Meinhard Schiechtl – pai da Engenharia Natural moderna (1922 a 2002 / Áustria)

Área da ciência que se ocupa com a perenização de cursos de água e estabilização de encostas, bem como o tratamento de voçorocas e erosão do solo, através do emprego de material (vegetal) vivo combinado com estruturas inertes como madeira, pedra, geotexteis e estruturas metálicas.
Florin Florineth – Professor catedrático do Instituto de Engenharia Natural de Viena / Áustria