- BIOENGENHARIA DE SOLOS

BIOENGENHARIA DE SOLOS

Ingenieurbiologie – soil bioengineering – génie biologique – ingegneria naturalística

28 Janeiro, 2010

Entrevistas sobre EN

RAD

Curso sobre Recuperação de Áreas Degradadas dias 05 a 09 de Abril; blog: http://www.cursorad.blogspot.com/

14 Agosto, 2009

Engenharia Natural: o estado da arte na Europa e no sul do Brasil

Fabrício J. Sutili

“Técnicas em que plantas, ou partes destas,

são usadas como material vivo de construção.

Sozinhas, ou combinadas com materiais inertes,

tais plantas devem proporcionar estabilidade

às áreas em tratamento”.

Esse é o conceito dado por Hugo Meinhard Schiechtl (1922–2002) pai da Engenharia Natural (também chamada de Bioengenharia de Solos). Nessas técnicas, não só, os materiais inertes como madeira, pedras, geotexteis e estruturas de metal e concreto, mas também a vegetação é entendida como componente construtivo; em obras que visam a perenização de cursos de água, estabilização de encostas e taludes, tratamento de voçorocas e, o controle da erosão do solo de modo geral.

Surgidas inicialmente, no âmbito fluvial, como medidas complementares aos métodos tradicionais de controle de torrentes, estas técnicas são conhecidas e utilizadas na Europa Central há décadas. Nos métodos tradicionais de engenharia, outrora lá empregados, as componentes ecológicas e estéticas foram em parte negligenciadas. Atualmente, estas técnicas apresentam-se na Europa como alternativa aos modelos tradicionais, pois além de trazerem solução aos problemas, quando corretamente empregadas, trazem vantagens estéticas e ecológicas.

Também aqui se apresentam como alternativa adequada na solução de uma série de problemas normalmente decorrentes do comportamento processual natural dos cursos de água, por vezes, agravados ou mesmo resultantes das ações antrópicas de ocupação. Bem como, se apresentam como alternativa na [re]estabilização de encostas ou prevenção de movimentos de massas, como os tragicamente ocorridos em novembro de 2008 no estado de Santa Catarina.

Esses problemas que representam, tanto perdas econômicas como situações de risco, podem, com o devido conhecimento, serem mitigados ou mesmo em parte solucionados pela Engenharia Natural. Entretanto não só esses modelos de intervenção são, no sul do Brasil, pouco conhecidos, como carecesse de informações sobre as características técnicas da vegetação.

Com intento de suprir parte dessa carência de informações, a Universidade Federal de Santa Maria em conjunto com o Instituto de Engenharia Natural da Universidade Rural de Viena deu início a um projeto que visa investigar as propriedades vegetativo-mecânicas da vegetação ribeirinha e de encosta. Já foi possível avaliar a aplicabilidade técnica de algumas espécies vegetais, com investigações que compreenderam desde a avaliação do potencial de reprodução vegetativa, época ideal de plantio, crescimento e arquitetura do sistema radicular, bem como a flexibilidade dos ramos e a resistência ao arranquio e tração das raízes. Esse conhecimento tornou possível a implantação segura de algumas obras piloto de estabilização de taludes fluviais. Nesse domínio já existem inclusive empresas que atuam no mercado nacional prestando serviços, que em diferentes graus de aplicação e entendimento, valem-se das técnicas de Engenharia Natural. No entanto, a lacuna de conhecimento quanto às características biotécnicas da vegetação, faz com que as empresas valorizem essencialmente intervenções apoiadas no uso de geotexteis, biomantas ou mesmo geossintéticos e gabiões, entre outras estruturas pré-fabricadas, em que a vegetação por vezes torna-se simples acabamento estético. Para que seja respeitada a definição dada por Schiechtl, a vegetação deve ser entendida também como componente estrutural.

Artigo publicado no Jornal do CREA/SC de agosto de 2009
Fabrício J. Sutili é doutor pelo Instituto de Engenharia Natural e Planejamento da Paisagem do Departamento de Engenharia e Riscos Naturais da Universidade Rural de Viena. Atualmente é professor adjunto da UFSM / CESNORS.

24 Junho, 2008

Livro à venda

As possibilidades de uso da bioengenharia são muito pouco conhecidas no Brasil. O livro, ricamente ilustrado, esclarece os princípios, descreve as diversas técnicas e demonstra o campo de aplicação e o alcance desta Ciência. É sugerida a instalação de experimentos práticos para pesquisar as características biotécnicas de plantas reófilas, visando aumentar a relação de espécies aptas para o manejo de cursos de água. Com um estudo de caso, são dados detalhes da construção de duas obras, empregadas com freqüência pela bioengenharia, na estabilização de taludes fluviais.
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Apresentação
Dividido em oito capítulos ordenados em uma seqüência lógica, que abrangem desde a coleta de dados até a seleção e construção de obras concretas, o livro leva o leitor a ter uma noção geral, porém clara da bioengenharia.
Nos primeiros quatro capítulos, são expostas as principais informações prévias, necessárias aos trabalhos práticos, e esclarecidos importantes conceitos sobre a fisiografia fluvial, processos fluviais e estabilidade de taludes, indispensáveis para o manejo biotécnico de cursos de água.
No capítulo 5, são expostos os efeitos da vegetação sobre a estabilidade de taludes fluviais. Neste capítulo foi incluída também a descrição botânica de espécies, tidas na literatura como potencialmente aptas para a bioengenharia e sugerida uma forma prática de experimento para estudar diversas características biotécnicas de vegetação reófila.
Os capítulos seguintes 6 e 7, adentram as formas e técnicas disponíveis para o manejo prático dos cursos de água, dando especial atenção às obras de bioengenharia.
O ultimo é quase um guia para reconhecer e classificar os problemas decorrentes de processos fluviais, levantar informações, decidir sobre as formas de ação, implantar e acompanhar o tratamentos selecionados. Para demonstrar esta seqüência, os autores apresentam um estudo de caso – O Arroio Guarda-mor – descrevendo os diversos passos para a solução de dois problemas concretos.
Miguel A. Durlo - Fabrício J. Sutili
Santa Maria /RS
Valor: R$ 40,00 + custos de envio
E-mail para contatos: bioengenhariadesolos@gmail.com

17 Junho, 2008

Técnica, materiais e aplicação (esquema)

20 Dezembro, 2007

Literatura disponível em PDF

BIOENGENHARIA DE SOLOS NO ÂMBITO FLUVIAL DO SUL DO BRASIL
Fabrício J. Sutili

Tese apresentada à Universidade Rural de Viena.
94 paginas ricamente ilustradas, versões disponíveis em idioma alemão e português-BR.
Arquivo PDF preparado para impressão frente e verso.
português-BR / brasilianisch (PDF)


INGENIEURBIOLOGIE AN FLIESSGEWÄSSERN IN SÜDBRASILIEN
Fabrício J. Sutili

Dissertation an der Universität für Bodenkultur, Wien.
94 Seiten mit zahlreichen Abbildungen, deutsche und brasilianische Fassung.
PDF Datei für beidseitigen Druck formatiert.
deutsch / alemão (PDF)

01 Março, 2007

Obras de Bioengenharia de Solos

Parede-Krainer simples
Local: Arroio Guarda-mor / Faxinal do Soturno - RS / Brasil
Data de construção: Fevereiro de 2002
Plano e Execução: Miguel Durlo e Fabrício J. Sutili
Apresentação do problema: Trecho suavemente curvo, com seu raio externo formado por um talude instável. O solo, de origem flúvica, forma um barranco estratificado, mas predominantemente franco arenoso, com 4 metros de altura, em média, estendendo-se por 40 metros ao longo da margem direita do arroio.
Proposta: Construção de uma parede-Krainer simples vegetada com feixes e estacas vivas e plantio de mudas e gramíneas na parte superior do talude.


Aspecto anterior


Aspecto dois anos após
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Parede-Krainer dupla
Local: Rio Soturno / Faxinal do Soturno - RS / Brasil
Data de construção: Setembro de 2005
Plano: Fabrício J. Sutili e Florin Florineth
Execução: Fabrício J. Sutili
Apresentação do problema: Barranco com 2 metros de altura comprometendo o encaixe direito de uma barragem no Rio Soturno.
Proposta: Construção de uma parede-krainer dupla vegetada com feixes vivos.


Construção


Detalhe dos feixes vivos


Após dois meses


Após três meses
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Esteira viva com pedras na linha d'água
Local: Arroio Guarda-mor / Faxinal do Soturno - RS / Brasil
Data de construção: Setembro de 2002
Plano e Execução: Werner Altreiter, Kathrin Plunger e Fabrício J. Sutili
Apresentação do problema: Pequeno barranco de 2 m de altura e 20 metros de extensão.
Proposta: Construção de uma esteira-viva com uso de pedras para proteção na linha d’agua.


Construção da esteira viva


Aspecto da brotação dois meses após
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Esteira viva com parede-Krainer dupla na linha d'água
Local: Arroio Vale Vêneto / Vale Vêneto-RS / Brasil
Data de construção: Outubro de 2005
Plano: Florin Florineth e Fabrício J. Sutili
Execução: Fabrício J. Sutili e Rafael Dornelles
Apresentação do problema:
Corrosão formando barrando de 4 metros de altura (24 m de extensão) prejudicando a base de uma ponte a montante, bem como a estrada de acesso ao distrito de Vale Vêneto.
Proposta: Construção de uma esteira viva com a base protegida por uma parede-Krainer dupla vegetada por uma linha de feixes-vivos.

Aspecto anterior


Construção da base (palificada dupla)


Construção da esteira viva

Aspecto depois de 4 meses

Aspecto após um ano
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Trança viva
Local: Vale Vêneto-RS / Brasil Data de construção: Outubro de 2006 Plano e Execução: Fabrício J. Sutili e Rafael Dornelles
Apresentação do problema: Pequeno arroio com um trecho de 20 metros em corrosão (0,8 a 1,2 m de altura)
Proposta: Construção de uma trança-viva de 50 a 60 cm de altura com respectivo chanframento da parte superior da margem. A jusante construção de uma soleiras como forma de proteção à trança viva.


Aspecto anterior


Construção trança viva


Construção da soleira


Aspecto geral logo após a construção


Aspecto depois de um mês